“Tão fria quanto um gelo!”

Você achava que eu era incapaz de sentir.

E eu me pergunto como é que você consegue se deitar, pôr a cabeça no travesseiro e dormir tranquilamente depois de todas as palavras duras e cruéis que me disse?

Eu queria entender como nunca se envergonhou e teve a decência de tentar se desculpar? Você foi tão baixo, tão sujo que não entendo… Como consegue suportar a sua própria existência? O que você ganhou com o seu orgulho e o seu espírito vingativo?

Naquele dia ao fingir que não me viu e até que não me conhecia se sentiu menos culpado? Me diz, algum dia em algum momento se arrependeu de tentar destruir o meu emocional e abalar a minha autoestima?

São tantas interrogações…

Você se sentiu tão machucado e a sua cabeça deu tantos giros que entendeu tudo errado. Achou que precisava me machucar tanto a ponto de me sentir tão mal quanto ou pior do que como você se sentia. Então, você estava cansado das minhas “grosserias” ou estava tão frustrado, tão acuado que precisava soltar uma bomba de destruição para se sentir menos lixo?

Será que vale a pena gastar minhas energias questionando seu comportamento escroto tentando te entender? Ou devo apenas aceitar que naquele dia você destruiu todas as boas lembranças que eu assimilava ao ouvir o seu nome? Hoje, assimilo o seu nome aquele dia, aquelas palavras, aquela tão cruel decepção. Mas que golpe você me deu!

E você acreditava mesmo que eu não tinha sentimentos, que meu coração não batia, que amor aqui dentro não pulsava, não existia? Você acreditou mesmo que minha alma nunca sangrava, que em meus olhos lágrimas não transbordavam e que as dores do amor não me afogavam, nem me afetavam?

Você não sabe mesmo nada sobre pessoas, não sabe lidar com elas, você está seguindo o caminho errado… E eu fui desafio demais para quem esperava um fácil vazio.

Como você esperava que eu lhe permitisse entrar se no fim você se tornou a maior razão para eu me trancar, gradear, acorrentar e passar o cadeado nas portas do meu coração?

Só me diz se havia mesmo alguma sinceridade naquelas palavras recheadas com crueldade. Havia verdade ou era algo só para me causar dor? Era só diversão e deboche ou muita frustração unida a escrotidão?

Será que algum dia vamos conseguir nos encarar, conversar olho no olho, recuperar a confiança? E eu? será que consigo esquecer essa sua parte obscura?

Devo admitir que, às vezes, eu só penso que você me deve um “Me perdoa? Não há razão pela merda que eu te fiz. Eu sou um escroto.”  Bom, de qualquer forma lembre-se de que o orgulho é um veneno para alma e o depois pode ser tarde demais. Talvez só assim nós dois tenhamos finalmente a nossa paz.

bn

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